A ciência tem comprovado que a grande maioria das decisões que tomamos no dia-a-dia são automáticas: não paramos para pensar. Estima-se que em 90% de nossas decisões usamos heurísticas (atalhos mentais, regrinhas) desenvolvidas ao longo da vida que geram vieses e nos levam, muitas vezes, a decisões e comportamentos previsíveis. Estas heurísticas são frequentemente compartilhadas entre pessoas da mesma cultura, do mesmo estrato social, geográfico etc. Isto acontece porque, na maioria das situações, não temos todas as informações e/ou o tempo e/ou a capacidade cognitiva de processá-las. Além disso, frequentemente não conseguimos evitar que as emoções influenciem nossos hábitos e comportamentos.

​A Economia Comportamental estuda os efeitos de fatores psicológicos, cognitivos, emocionais, culturais e sociais nas decisões econômicas de indivíduos e instituições e como essas decisões se diferenciam daquelas baseadas na teoria clássica. Ciência Comportamental engloba a Economia Comportamental adicionando as decisões não econômicas e outros fatores como a neurociência e a antropologia.

Economia Comportamental, Insights Comportamentais, Ciência Comportamental Aplicada e Nudge

Economia Comportamental / Insights Comportamentais / Ciência Comportamental Aplicada / Nudge

Diferentes grupos vêm desenvolvendo várias abordagens para incentivar indivíduos a tomarem decisões, muitas vezes inconscientes, que beneficiem a si mesmos e a sociedade como um todo.

Estas abordagens são desenhadas incorporando as últimas descobertas sobre como os indivíduos tipicamente reagem a diferentes estímulos sutis, baseados em heurísticas, vieses.

Para identificar as abordagens mais efetivas, estes grupos têm utilizado Testes Controlados e Randomizados (Randomized Controlled Trials – RCT) - o padrão ouro. Depois de identificados empiricamente, estas abordagens mais efetivas orientam iniciativas de larga escala para mudança de comportamento.

O desenho e uso destas abordagens que tornou-se um movimento mundial. Um grande impulso aconteceu em 2002 com o Prêmio Nobel conquistado pelo psicólogo Daniel Kahneman devido a seu trabalho em Economia Comportamental. Desde então, tem sido cada vez mais usada em todo o mundo em diversas áreas especialmente em finanças, educação, saúde, civilidade etc.. Uma de suas principais aplicações ganhou o nome de Nudge, devido ao livro “Nudge: Improving Decisions About Health, Wealth, and Happiness”, cujo autor, Richard Thaler, também recebeu o Prêmio Nobel em outubro 2017.

  • Nudge é um “empurrãozinho” que leva pessoas a mudarem, previsivelmente, seus hábitos ou comportamentos beneficiando a si próprias e a sociedade como um todo;

  • Usando os atalhos mentais, desenham-se contextos que motivem mudança de hábitos ou comportamentos:

    • Sem restringir nenhuma das opções nem mudar significativamente os incentivos econômicos;

  • Nas dedicatórias de seus livros, Richard Thaler gosta finalizar com o pedido: "Nudge for Good".

Os vários profissionais e especialistas têm usado diferentes nomes para esta abordagem: Economia Comportamental, Insights Comportamentais, Ciência Comportamental Aplicada, Nudge etc. ​​

Interagimos com um grande número dos maiores especialistas deste movimento. Todos, além de seu nome favorito, pareceram estar confortáveis ​​com o termo que achamos ser o mais adequado: Ciência Comportamental Aplicada. Assim, decidimos usar Ciência Comportamental Aplicada, sendo Nudge uma de suas principais aplicações.